quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Alguns Parágrafos Sobre...


A MEMÓRIA QUE ME CONTAM

(Lúcia Murat, Ficção,Cor, 35mm, 95min, RJ, 2012) 

Ao ouvir o titulo desse filme você pode criar uma montanha de suposições: um grupo de velhinhos fofos que contam suas vidas aos netos; pessoas a beira da morte que escrevem suas histórias; egocêntricos que acham que todo mundo está interessado nas suas vidas; e por ai vai. Na realidade a memória do titulo se liga muito mais a uma interiorização que fazemos, despertada por determinado acontecimento ou pessoa, que por qualquer outro aspecto.

Lúcia Murat busca abordar a ditadura de forma incomum neste longa (se compararmos a todos os outros milhões de filmes do tema que são produzidos, num paralelo com os filmes hollywoodianos da Guerra do Vietnã). O filme, baseado em acontecimentos reais, trata de um grupo de amigos que viveu e lutou contra a ditadura e está prestes a perder Ana (Simone Spoladore) que está internada inconsciente em um hospital devido a vários problemas de saúde e foi quem viveu mais intensamente os fatos do período e que mantinha acesas as lembranças daquele período.

Frente a este acontecimento o grupo de amigos diretamente ligado a Ana desde a juventude e até mesmo as novas gerações com que a personagem teve contato, criam uma rede de relações e sentimentos frente a esta situação. Interessante observar como a reação de cada um deles é diferenciada, como representações alegóricas dos turbilhões de sentimentos que podemos ter frente a questões que perpassam a vida e/ou a morte. A relação entre Irene (Irene Ravache), seu filho Eduardo (Miguel Thiré) e Ana é apontada majoritariamente na trama. As questões dessa mãe revolucionária, que acredita já ter feito tudo o que poderia fazer, frente às questões do filho homossexual, que sempre esteve livre de tabus por influência direta da protagonista onipresente Ana. 

(Só para não passar batido: a amizade e amor existentes entre Eduardo, Gabriel (Patrick Sampaio) e Chloé (Naruna Kaplan de Macedo) valem a reflexão de como aquele grupo de amigos revolucionários não se extinguiu completamente. Permanecem vivos mesmo nessa nova geração, pela leve e romantizada conexão existente desses três personagens).  

O roteiro apresenta uma clara linearidade narrativa, que chega a ser didática (impossível se perder na história!). Os fatos são contados/comentados entre os personagens, ou pela presença de Ana, e logo em seguida demonstrados (como podemos ver claramente na cena em que Irene e Eduardo conversam sobre sexualidade, para logo em seguida passarmos a cena romântica de Eduardo e Gabriel). Por mais que este aspecto pareça negativo, não é. A linearidade flui de forma leve e poetizada, contribuindo para a identificação do público com o longa, seus personagens e, principalmente, com os fortes sentimentos envolvidos. 

A Memória que Me Contam trata, sobretudo, de amizade. Como as relações e as lembranças sempre estarão presentes, não importa o que façamos, mesmo que devemos seguir adiante. “Nossa, mas estava crente de ser um filme sobre a ditadura! E agora produção?” Não se desesperem! A ditadura está presente em todo o filme, mas de forma não tradicional e até mesmo mais vivaz, já que ela é a justificativa para a união e vivência daqueles personagens. Ou seja, vale a pedida!

_________________________________
SINOPSE:
Um drama irônico sobre utopias derrotadas, terrorismo, comportamento sexual e a construção de um mito. Um grupo de amigos, que resistiram à ditadura militar, e seus filhos vão enfrentar o conflito entre o cotidiano de hoje e o passado quando um deles está morrendo.

ELENCO:
Irene Ravache, Simone Spoladore, Franco Nero, Clarisse Abujamra, Hamilton Vaz, Pereira, Mário José Paz, Miguel Thiré, Patrick Sampaio, Juliana Helcer, Zécarlos Machado, Ricardo Dantas, Pablo Uranga, Hugo Gonçalves, Otávio Augusto, Elaine Vilela, Pablo Sanábio, Nathália Murat, Oswaldo Mendes, Valéria Monteiro, Fernando Bezerra, Natália Lorda, Ovidici Puscalau, Naruna Kaplan de Macedo, Eduardo Estrela, Rodrigo Oliveira, Bianca Joy, Eduardo Cravo, Babu Santana 

TRAILER (Promo): 



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Alguns Parágrafos Sobre...


DOCE AMIANTO
(De Guto Parente e Uirá dos Reis. Ficção, Cor, 70min, 2013, CE, Brasil)

Qual é a intensidade do amor e quais são os modos de lidar com o poder avassalador de uma rejeição? Aos pés do amado, a dor da separação se transborda na lama e lágrimas de um lugar transformado através do exagero e demarca desde o início a retomada de um Guto Parente atento à construção de visual colorido saturado, manipulado e visceral. Usa-se dos artifícios do grotesco, para propor uma viagem aos sentimentos que, por mais adultos e viscerais, são construídos socialmente através de óticas infantilizadas e alegóricas.

Amianto é a síntese de um sentimentalismo que transcende as barreiras de gênero. É sempre uma relação dicotômica, como símbolo das contradições. O humor é uma válvula de enredo para lidar com a dor da rejeição. Assim como a erudição de um texto poético convive com a figura vulgar de uma fada Grunch (ou uma amiga morta, a única companheira inventada). Contudo, nesse amalgama de divergências há um retrato bastante universal sobre o sentimento amor.

A personagem se entrega de forma ingênua, pura, aos seus sentimentos. Ela sofre, entre vestidos e perucas exageradas. Ela sofre em um quarto cheio de objetos e peças de arte. Ela sofre no vermelho vibrante... É uma brincadeira do visual, que parece transcender (apesar de transitar) por alguns postulados de um cinema fantástico ao não ironizar de maneira esdrúxula os sentimentos, mas sim trabalhar com o potencial do patético que, neste caso, é a entrega total ao sentimento do amor.

Não há muito espaço para o cotidiano cinza de uma cidade. Até mesmo quando Amianto deixa o seu quarto e se depara com as realidades urbanas noturnas, o que vale é o modo como a personagem busca lidar com a perda. E assim, um encontro casual na balada, se transforma num devaneio principesco (bem semelhante a uma princesa da Disney, por exemplo).


Mas toda a estética do exagero ou bizarro se desmancha com a personagem ‘desmontada’ e escancara uma solidão nua, fria, melancólica. Incapaz de se esconder mesmo nos artifícios de uma mente encantadoramente romântica. Contudo, longe de ser moralizante. Creio ter sido este mais um feliz artifício fílmico para nos incitar a perceber as diversas faces da construção do sentimento do amor e suas reverberações.

Por outro lado, a esperança da redenção através da volta do amado remete a uma reviravolta bastante interessante ao propor a quebra de uma possível leitura fetichista do tema. Do mesmo modo que dilui ou reinterpreta a alusão estética Kitsch, no embalo do sexo, onde corpos nus se imbricam em tempo suficiente para nos questionar a transitoriedade e fronteiras entre o real e a fuga dos sentimentos.

Enfim, a ideia de ‘brincar’ com o gênero de Amianto é uma chave interessante para se pensar o sentimento do amor. Remete-nos aos deuses gregos e as inúmeras narrativas sobre o tema. Assim como ao conceito freudiano das potencialidades femininas e masculinas que habitam um mesmo indivíduo e vão se condicionando frente às especificidades de cada conjuntura histórico-social. Acho resumido demais dizer que o filme é sobre travesti ou o mundo gay, pois se trata muito mais de um retrato da condição humana frente ao outro e a si mesmo: Um retrato das desilusões amorosas, redenção e solidão.

______________________________________________________________

SINOPSE
Amianto vive isolada num mundo de fantasia habitado por seus delírios de incontida esperança, onde sua ingenuidade e sua melancolia convivem de mãos dadas. Após sentir-se abandonada por seu amor (O Rapaz), Amianto encontra abrigo na presença de sua amiga morta, Blanche, que a protegerá contra suas dores – ao menos até onde possa. Seu universo interior choca-se com a realidade de um mundo que não a aceita, um mundo ao qual ela não pertence e invariavelmente ela torna a debruçar-se em seus delírios jocosos, misturando realidade e fantasia. Com a ajuda de sua Fada Madrinha, Amianto recolhe forças para continuar existindo na esperança de ser feliz algum dia.

ELENCO
Deynne Augusto, Uirá dos Reis, Dario Oliveira, Rodrigo Fernandes, Rafaela Diogenes, Reginaldo Dias 

EMPRESA PRODUTORA
Alumbramento

TRAILER





Alguns Paragrafos Sobre...


ELES VOLTAM
(De Marcelo Lordello. Ficção, cor, 105min, 2012, PE, Brasil)

  

Os ritos de passagem entre as estações da vida são marcadas por experiências traumáticas em múltiplos aspectos. As transições pautam, por exemplo, não apenas a construção de lugares simbólicos que cada ser ocupará no mundo, demarcam também os elementos comportamentais capazes de se inter-relacionar frente às multiplicidades socioculturais. E, assim, em uma espécie de situação limite, somos convidados a percorrer junto a Cris um árido cenário apresentado em planos abertos, de uma fotografia excepcional.

A situação de ser deixada na estrada junto ao seu irmão mais velho é a premissa que nos apresenta uma delicada relação entre ambos. Delicada, pois, o silêncio e a falta de experiência de lidar com os próprios sentimentos marcam uma desventura com traços de Road Movie, mas de um caminho que deve ser percorrido a pé, de modo moroso e, até certo ponto, contemplativo. Desse modo, uma segunda camada interpretativa se apresenta quando a falta de compreensão do outro é elevada a outro patamar de intersubjetividade: é proposta uma primeira relação com a fragilidade de lidar consigo mesmo.

O irmão decide ir até o posto mais perto, e pede para a irmã permanecer no local onde foram deixados, na esperança de que seus pais pudessem voltar. Acompanhar a espera de Cris, uma garota de 12 anos, é atemorizante, o que faz com que o expectador crie de imediato grande empatia pela protagonista. Alias, vale a nota, a nossa protagonista é grandiosamente interpretada pela atriz mirim Maria Luiza Tavares.

Cris amadurece no caminho, mas não é através de grandes acontecimentos ou reviravoltas narrativas. Ela teve a sorte de encontrar pelo caminho pessoas que a ajudou e tornou o percurso um pouco mais ameno. E entre camadas fílmicas que se desenrolam em ritmos variados, os planos longos dão espaço para uma história aberta, onde as sutilezas dos gestos tornam a dinâmica do filme ainda mais intimista e permite que o espectador ‘viaje’ com ou como a protagonista. E em cada encontro de Cris com as pessoas que a auxiliam na jornada, nos deparamos também com um olhar orgânico e pouco romantizado sobre vários aspectos políticos sobre as diferenças sociais.

Mas, se por um lado, situa-se o silêncio e a falta de experiência em lidar com os sentimentos como elementos chaves deste filme, o motor cartesiano que move os personagens a certo reencontro é o amor. Um amor que sufoca para proteger, como o abraço de uma avó; que se fecha em convicções estagnadas, como a figura de um avô; que perdoa, como um vídeo que registrou a estrada que separou os irmãos, mas que agora serve de elemento de expurgação de possível culpa, mesmo que no silêncio das arestas da vida.


_________________________________________________________________________

SINOPSE
Cris, de 12 anos, e seu irmão mais velho são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. O filme acompanha Cris em sua jornada de retorno ao lar. Um caminho feito de encontros, em que realidades distintas serão seus guias. Uma fábula de tons realistas sobre as vivências que farão Cris se revisitar

ELENCO
Maria Luiza Tavares, Georgio Kokosi, Elayne de Moura, Irma Brown 

EMPRESA PRODUTORA
Trincheira

TRAILER




terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Alguns Parágrafos Sobre...

NOVE CRÔNICAS PARA UM CORAÇÃO AOS BERROS

Gustavo Galvão, Ficção, Cor, 35mm, 93min, DF, 2012.

Vamos fazer uma pesquisa. Você já quis mudar sua vida radicalmente? Caso a resposta seja “sim” em quais desses aspectos se enquadraria: Trocar de profissão? Mudar seu jeito de ser? Conseguir controlar suas emoções? Morar num lugar novo? Viajar por viajar? Montar uma banda? 

Se conseguir identificar qualquer um desses aspectos na sua vida, ou simplesmente, já parou para refletir sobre as diversas mudanças e caminhos que podemos tomar a qualquer momento, você deve assistir Nove Crônicas para um Coração aos Berros. 

O primeiro longa do brasiliense Gustavo Galvão é construído através de um colcha de nove histórias que se entrelaçam de forma sutil no desenrolar do enredo. A carga de personagens com histórias centrais é grande, para balancear na simplicidade da narrativa o diretor e roteirista utiliza os nomes dos atores para seus personagens (voltando ao aspecto explanado pelo diretor na abertura da 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes sobre as novas tendências do cinema, o que reflete a vertente de identificação do público/atores/personagens sem influência no decorrer da trama) e planos internos, ou seja, além da identificação de cada um em sua história e cotidiano, vemos o espaço onde estão como pontos de relação relevantes, como se o ambiente também nos revelasse o interior dos personagens.

Já que o filme aborda várias ligações entre os personagens é possível perceber diversas correntes de ligação entre alguns deles. Vamos exemplificar: Simone (Simone Spoladore) é uma prostituta que não quer mais trabalhar com isso, sonhando e pedindo para que seus clientes a tirem de lá. Todas as suas cenas são internas, no mesmo quarto de hotel barato e alguns dos nove proprietários de corações desesperados aparecem e contracenam com ela. Um deles é Júlio (Júlio Andrade), frustrado na profissão e que ainda vive com sua mãe, culpando a todos por sua vida estagnada, enquanto isso, sua mãe (Denise Weinberg) sonha em viajar sem destino e deixar tudo para traz (uma das mais corajosas no final das contas).

Esse recorte de personagens que se entrelaçam é apenas um dos muitos que podemos ver no longa. Você pode não se identificar com uma ou outra narrativa, mas com certeza acaba se interessando por alguma, seja por reconhecimento ou simplesmente pelos questionamentos à cerca das guinadas e estagnações que optamos ou nos deixamos levar no decorrer de nossas vidas. Nove Crônicas para um Coração aos Berros te faz refletir sem deixar uma sensação melancólica ou vazia, ele te enche de algo que todos precisamos às vezes: ver que existem outras pessoas com tantas questões quanto nós mesmos. 

Então fica a dica, assistam Nove Crônicas para um Coração aos Berros. A menos que já tenha te convencido e você vá guinar a sua vida agora mesmo! 

SINOPSE:¹ 
Em um mosaico de relações humanas e situações cotidianas, homens e mulheres de diferentes idades sentem uma intensa necessidade de se reinventar. Todos vivem o momento da guinada, cada um a seu modo.

ELENCO: 
Simone Spoladore, Leonardo Medeiros, Júlio Andrade, Denise Weinberg, Larissa Salgado, Mário Bortolotto, André Frateschi, Vinícius Ferreira, Marat Descartes, Vanise Carneiro, Rita Batata, Felipe Kannenberg, Carolina Sudati, Paula Cohen.

TRAILER: 


_______________________
¹ Disponível em: http://www.mostratiradentes.com.br/filme-detalhe.php?menu=fil&cat=Longas&CodFilme=14596

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Alguns Parágrafos Sobre...



Onde Borges Tudo Vê – Taciano Valério
Ficção, Preto & Branco, Digital, 77min, 2012, PB, Brasil

 
.




 Borges do título é um Hamster. Bicho de estimação do personagem principal Napoleão (Everaldo Pontes), que é cego. Borges recebeu este nome em homenagem de seu dono ao escritor argentino Jorge Luis Borges de quem é grande admirador. O hamster é também um aporte de memória ao personagem Napoleão que diz poder se lembrar de toda obra de seu autor favorito enquanto Borges, seu rato, ainda estiver vivo. Napoleão não sai de casa. Todo o contato do personagem com o exterior acontece por meio das personagens Romão (Fabiano Raposo) e Yara (Verônica Cavalcanti). Romão é uma espécie de muleta para Napoleão. Ele realiza todas as atividades externas que Napoleão já não mais realiza. Yara é a empregada doméstica. A forma como estas personagens estão ligadas e tudo que esta ligação implica é o fio condutor da narrativa de Onde Bog Tudo Vê.
Romão é apresentado no filme como um rapaz já sem muitas perspectivas tentando se adaptar ao que é enquanto trabalha nas pequenas possibilidades de mudança que lhe restaram. Yara está acomodada. Presa em uma situação de submissão a Romão, a personagem simplesmente aceita sua condição. Nenhum dos dois personagens se transformam em essência. Seguem apenas agarrados aos vícios e prazeres fáceis da vida. Assim como Napoleão, que já se encontra em um estado de pura soberba e orgulho, tendo a exibição de seu conhecimento e das posses como a maior arma para atingir os desconhecidos com quem convive.
O diretor Taciano Valério expõe todos os embaraços destas relações complexas como um retrato irônico, sem cores e sem floreios, faces do ser humano que, incapaz de mover-se da inércia, caminha sempre para os mesmos fins através de alternativas que apenas reforçam a incapacidade de transformação. Na cena em que Napoleão e Yara embarcam para enterrar o Hamster o diálogo dos personagens é sintomático.  O dono do rato recusa-se a repor o seu animal de estimação afirmando que o ato resultaria no mesmo fim e para ele não faria sentido.
O roteiro e a linguagem utilizada por Valério criam certa organicidade ao filme. Por exemplo, esta reflexão sobre os ciclos está presente nos enquadramentos da gaiola do Borges, nas subjetivas do animal que acontecem em círculos da câmera, e na “ciranda” dos técnicos do filme ao final.
Apesar de e, sobretudo, por toda a precisão de sua narrativa e coerência de escolhas estéticas, Taciano Valério convida o espectador a adentrar no íntimo de suas personagens de forma aberta. Um convite à construção conjunta, a um desvendar de uma narrativa que já encontra um fim estabelecido. Um ciclo a se completar. Uma ciranda que se mantêm na renovação de suas peças, na circularidade dos acasos, dos encontros. O que é simplesmente esplêndido em todo o filme.
Onde Borges Tudo Vê pertence a uma leva de filmes produzidos à margem dos grandes centros de produção cinematográficos no Brasil. Ao lado de Febre do Rato, de Cláudio de Assis, filme com o qual mantém proximidades estéticas e regionais, o filme do diretor paraibano propõe ao cenário de produção atual uma ficção de paladar difícil, com uma reflexão mais severa da sociedade, algo que pouco se vê nos filões da produção brasileira atual de grandes bilheterias.

____________________________________________


Sinopse: ¹

Napoleão (Everaldo Pontes) é um cego dono de um hamster (Borges) e amante da obra de um grande escritor argentino, Jorge Luis Borges. Diz guardar uma obra escrita pelo argentino que ninguém no mundo possui...

Elenco:
Everaldo Pontes, Veronica Cavalcanti, Fabiano Raposo, Paulo Philippe, Aluizio Guimarães.

*Assistido na 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes – janeiro/2013.


1. Sinopse disponível no site: http://www.mostratiradentes.com.br